sexta-feira, 11 de março de 2016

BCP - Finalmente a inversão

O BCP continua com uma tendência de médio e longo prazo de queda, ainda assim inverteu no curto prazo. Pode não ser muito mas e com toda a certeza uma boa notícia para os milhares de pequenos investidores que detêm posições longas no BCP, infelizmente muitos deles a preços muito acima dos atuais. Em pouco mais de um ano, desde finais do verão de 2014, até ao início deste ano, o BCP desvalorizou mais cerca de 70%. São perdas avultadas difíceis de recuperar. Para alguém que tem BCP a 10 cêntimos este teria mais do que triplicar a sua cotação no dia em que bateu nos mínimos deste ano, em torno dos 3 cêntimos. 

Depois de bater nesse fundo o BCP tem vindo a recuperar sucessivamente. Fez apenas pequenos movimentos de consolidação em baixa, que tem enganado alguns curtos que vêm neles mais do mesmo a que estão habituados que o BCP faça (e quem os pode censurar por assim pensarem?). Mas nas últimas semanas o BCP tem surpreendido pela positiva, e conseguiu mesmo, diria que "com distinção" superar os 0,041€, numa sessão com volume muito forte e poucas hesitações. 

Neste momento o mais espectável será que o BCP ataque continue as subidas fulgurantes, não sendo de excluir a possibilidade de consolidar acima dos 4,00/4,10 cêntimos num movimento de confirmação da quebra da resistência/suporte. De qualquer forma estou mais inclinado para a primeira hipótese, dado o "momentum" criado pela sessão de hoje. 

É interessante reparar que há bastante tempo que o BCP não conseguia superar um topo anterior, mesmo de curto prazo (de médio longo prazo é preciso recuar mesmo muito tempo). A última vez que fez algo do género gerou subidas de cerca de 30%, o que projetaria o BCP neste momento para próximo dos 5,20 cêntimos, que não anda longe da LTD de médio prazo que tem funcionado como resistência desde início de 2014.

No entanto, convém sempre lembrar que os mercados de capitais são imprevisíveis. Por isso podemos sempre estar enganados. Assim, devemos sempre saber o que fazer, no caso de isto acontecer. Para todos os efeitos o BCP apenas inverteu no curto prazo, continuar a ter uma tendência de médio e longo prazo clara de baixa, nada, para já, nos indica que essas possam ser quebradas. Esta é uma pequena vitória para os longos, mas batalhas mais difíceis se avizinham para que possa inverter também em prazos mais longos.
 
Disclosure: Neste momento tenho uma posição longa no BCP


domingo, 17 de janeiro de 2016

BCP - Tendência de queda sem fim à vista ou já ao virar da esquina?

O BCP tem estado mergulhado numa tendência de queda durante todo o milénio (ou será millennium?) que começou há cerca de 15 anos. Olhando para o gráfico mensal podemos ver que, neste período, o BCP nunca conseguiu ultrapassar os topos de longo prazo que foram feitos em cada período de subidas e as quedas têm sido tão acentuadas que os movimentos mais fortes, feitos nos últimos anos, quase não têm expressão, dando a ideia de que de há uns anos para cá o BCP não tem tido grandes oscilações, o que não é verdade, longe disso, infelizmente as quedas não têm parado. Por exemplo, desde o topo de 2009 o BCP não parece ter caído muito, a verdade é que quem tinha uma posição no BCP nessa altura e a manteve até hoje está com uma perda a rondar os 90%.


Olhando para o gráfico semanal podemos observar também uma tendência clara de queda que vem já desde o segundo trimestre de 2014, ou seja, tem já quase dois anos de duração. No percurso da queda lembro-me de ter chamado à atenção para a importância da zona dos dos 6/6,50 cêntimos, achei que seria importante o BCP não quebrar consistentemente essa fronteira, que colocaria o título numa situação ainda mais débil do que aquela em que já se encontrava. Infelizmente, para quem está longo no título, isso aconteceu com relativa facilidade já que o BCP esboçou apenas uma pequena reação na zona dos 6 cêntimos para voltar de imediato às quedas violentas que pareciam não mais ter fim. Mas tiveram, a reação foi até violenta, o título subiu dos 4 aos 6,5 cêntimos em poucas sessões, mas a realidade é não voltou a mostrar força para sequer se voltar a aproximar desses níveis. Em vez disso tem feito topos de curto prazo sucessivamente inferiores, como podemos ver no gráfico diário, pelo que nem no curto prazo o título mostra alguma força.


Assim o gráfico diário não nos mostra nada de muito diferente, estando o título próximo dos mínimos relativos feitos há relativamente pouco tempo. Poderá fazer um duplo fundo? Pode, mas alguém, que não tenha já uma posição longa no BCP, está disposto a apostar nisso? Parece-me pouco prudente fazê-lo... Muito mais correta, a meu ver, será a opção de esperar por sinais mais seguros de inversão de tendência. Sabemos que todos os sinais técnicos são falíveis (que bom que seria que alguns não o fossem!) mas podemos pelo menos colocar as probabilidades do nosso lado e evitar expor-nos a riscos demasiado elevados.


Estou bastante expetante em relação às próximas sessões em que se espera que o BCP possa fazer novos mínimos. Devemos esperar sempre tudo, pode parar de cair e subir já, pode testar os mínimos anteriores e subir, pode fazer um "falso break" e subir a seguir ou pode fazer novos mínimos e continuar a cair. Seja qual for o cenário que se venha a verificar nas próximas sessões não teremos para já uma mudança na tendência do BCP, no melhor das hipóteses, pode alterar a tendência no curtíssimo prazo mas essa poucas ou nenhumas indicações importantes nos dá.

Bons negócios

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Sr. Zé padeiro... acho que tinha conta no BES!

A propósito de algumas comparações descabidas que têm sido feitas acerca do "banco bom" e do "banco mau", e do facto de os aciostas terem sido "expropriados" da parte boa do banco, resolvi criar uma pequena história para ver se percebem o que se está realmente a passar.

O senhor Zé tinha uma padaria muito rentável no bairro onde morava.Como o negócio ia de vento em popa, o Sr. Zé viu ali uma oportunidade legítima de crescimento, arranjou uns amigos que entraram também com algum dinheiro e criaram uma empresa que geria não só essa padaria mas mais algumas que entretanto abriram noutros locais. Para potenciar a coisa resolveram abrir outros negócios complementares, como cafés e restaurantes. Os outros negócios não tinham, nem de perto nem de longe, a mesma rentabilidade que a sua padaria, mas não fazia mal, no geral os lucros aumentaram porque o volume de negócios era muito maior.  Havia apenas um pequeno problema,  o Sr. Zé estava a perder o controle sobre tudo, já ra difícil gerir a padaria quanto mais tudo o resto que entretanto foi sendo criado.

E chegou a crise. Os negócios que já não davam grande coisa ficaram ainda piores, os que eram bons davam menos e não conseguiam já pagar os prejuízos dos primeiros. Mas há que ter esperança, isto vai acabar por melhorar. Entretanto as dívidas a fornecedores aumentavam, o dinheiro da padaria que, embora já estivesse longe de dar os rendimentos de outros tempos, ia chegando para tapar alguns dos buracos e manter os negócios abertos. Aos amigos que tinham colocado o dinheiro nos negócios, o Sr. Zé ia dizendo que estava tudo bem, que os momentos não eram fáceis mas que estava tudo controlado e não tardaria muito a que a coisa voltasse aos lucros consistentes. Contava também com a preciosa ajuda do contabilista responsável pelas contas da empresa, que escondia algumas dívidas e créditos incobráveis, Por exemplo, continuavam a aparecer nas contas um montante significativo de uma dívida às padarias de uma conhecida cadeia de restaurantes, que entretanto até já tinha falido, ou seja, eles já deviam ter reconhecido aquele prejuízo, já que nunca mais iriam recuperar aquela dívida.

Para tapar mais alguns buracos o Sr. Zé foi pedindo emprestado a alguns clientes e amigos aos quais prometeu juros acima da média. O negócio parecia sólido, o contabilista assegurava as contas, era dinheiro em caixa para estas pessoas.

Até que a situação complicou-se, o Sr. Zé reuniu os amigos e, em vez de lhes contar claramente o que se passava, disse-lhe que a situação estava muito melhor, que os lucros estavam de volta mas seriam ainda maiores se injetassem algum dinheiro na empresa, para as coisas serem mais rápidas Além disto o contabilista também lhe tinha dito que havia "uns rácios, ou lá o que era, que deveriam ser repostos, enfim apenas coisas de contabilistas, porque o negócio, esse está de novo em grande pujança", ajudado também por alguma recuperação económica que já se sentia. Os amigos foram na conversa do Zé (agora já não lhe chamo senhor), afinal até o contabilista assegura as contas e o estado da empresa. "O tipo pertence lá á Ordem dos técnicos Oficiais de contas, ou lá o que é, está obrigado a transmitir a verdade sobre a empresa e a fiscalizar tudo, ele não nos ia enganar, e se é para isto melhorar ainda mais depressa mais ganhamos"!

Esta foi uma última tentativa do Zé para salvar a situação, infelizmente ela estava já condenada ao fracasso, os negócios estavam maus de mais para se poder dar a volta ao que quer que seja. Os cafés e restaurantes foram os primeiros a falir. A seguir vieram as outras padarias, até ao ponto em que ficou apenas a padaria inicial, aquela que aparentemente só podia dar lucros pois continuava a ter muitos clientes e a funcionar muito bem.

O problema é que esta padaria também tinha agora muitos buracos, a maioria dos quais relacionados com os restantes negócios que entretanto tinham aberto e que tinham falido. O contabilista apercebeu-se então de que o Zé tinha feito uma série de aldrabices, que tinha dado a padaria como garantia para uma série de empréstimos para os outros negócios, que já não pagava a alguns fornecedores, e que tinha alguns dos créditos que tinha apresentado afinal não valiam nada. Munido dos poderes que lhes são conferidos o contabilista retirou o Zé da gestão da empresa e nomeou outra pessoa externa para o fazer. Foram feitas uma série de avaliações à empresa e, como se previa, havia ainda mais problemas, era preciso ainda muito mais dinheiro para salvar a padaria, dos outros negócios já nem valia a pena falar, porque esses já eram. 

Obviamente que os amigos que tinham investido tanto dinheiro no negócio ruinoso tinham perdido toda a confiança no Zé, não estavam agora dispostos a meter nem mais um tostão na padaria, quanto mais aquilo que o novo gestor lhes estava a dizer que era preciso. Ou seja, a padaria, tal como os outros negócios, estava falida!

Entretanto aparece alguém que apresenta uma solução que visava salvar alguma coisa, aquilo que ainda tinha valor. Reuniu com os amigos do Zé que tinham investido nos negócios e disse-lhes o seguinte: "Como ninguém está interessado em meter o capital que é necessário para salvar a padaria, eu entro com esse capital em nome do Sindicato dos Padeiros, cobro apenas um juro anual de 3%. Vocês ficam com todos os outros negócios e vejam lá se conseguem recuperar alguma coisa. Tentem recuperar alguns créditos sobre clientes, tentem vender os espaços por alguma coisa e o dinheiro que conseguirem arrecadar ficam com ele, ou melhor, não ficam porque, por Lei, aquelas pessoas que emprestaram dinheiro ao Zé têm direito de preferência, só depois de pagarem a esses é que ficam com o dinheiro para vocês. Entretanto recupera-se a padaria e dqui a algum tempo tentamos vendê-la, de preferência por um preço superior ao dinheiro que lá vou meter. Caso haja prejuízos na venda da padaria o Sindicato dos Padeiros terá de os assumir, caso contrário a imagem que sai cá para fora prejudica todas as padarias e isso a eles também não lhes interessa. De qualquer forma, é assim que as coisas funcionam, agora estamos na UE temos de fazer o que eles mandam. Se a venda da padaria der lucro, este será canalizado para vocês, e devem seguir a ordem já referida, primeiro pagam às pessoas que emprestaram dinheiro ao Zé, e se sobrar alguma coisa, ficam vocês com ele"!

E foi assim que foi feito... já agora, eu conheço um caso real mais ou menos idêntico, que se passou há uns anos, não com padarias mas com lojas de desporto. Nesse caso apenas o desfecho foi diferente, não se salvou nenhuma loja, nem a primeira que era um sucesso estrondoso!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Imaginem...

A bolsa portuguesa está em queda livre, com a banca a liderar claramente. O retirar do BES de negociação parecia poder estancar as quedas mas conseguiu fazê-lo apenas na sessão seguinte à comunicação da solução adotada.

Imaginem que as quedas da banca continuam fortes durante algumas sessões. Esperemos que isso não aconteça, é mau de mais para o país mas, porque interessa agora para o racioncínio que vou fazer, imaginemos que isso vai acontecer. Ao fim de uns dias será inevitável que alguém com "responsabilidade" venha dar a cara e acalmar os mercados. Quem é a pessoa indicada para o fazer? Esse mesmo em que estão a pensar, o Sr. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

Imaginem agora o caricato da situação. O Sr. Costa na TV a dizer que está tudo bem com o BCP, BPI, e os outros, que esses bancos "estão sólidos", que "não há qualquer problema" pois os bancos estão "suficentemente capitalizados" e têm até "almofadas de capital suficientes para acomodar possíveis perdas". Pois, exatamente o mesmo que disse em relação ao BES, duas semanas antes dele mesmo apresentar publicamente a solução que passava pela falência deste.

Alguém ainda acha que este senhor tem condições para se manter no cargo?!

domingo, 3 de agosto de 2014

BES - Hoje é um dia histórico, pelos piores motivos.

Hoje, pela primeira vejo investidores a perderem tudo o que investiram numa determinada ação, neste caso, no BES.  Decidi voltar a escrever aqui no blogue exatamente para deixar aqui algo para a posteridade, algo que possa servir de exemplo a muitos que no futuro venham a decidir investir em ações.

É mesmo verdade, um título que ainda há pouco mais de um mês valia mais de um euro por ação, que há cerca de uma semana valia cerca de 35 cêntimos, vai desaparecer da bolsa e deixar sem nada os seus acionistas, alguns dos quais terão adquirido este estatuto apenas nos últimos minutos em que os títulos negociaram, por volta das 15:42h de sexta feira passada, dia 1 de agosto. Um título que representa uma empresa com mais de um século de história, mas mais importante que isto, uma empresa que ainda há bem pouco tempo era o maior banco privado deste país! É verdadeiramente incrível!

Costumo dizer, a todos os que se estão a iniciar nos mercados de capitais, que devem meter desde logo na cabeça que, por mais que por vezes pareça fácil, investir na bolsa é muito perigoso e muito difícil e que devem sempre considerar a possibilidade de perder tudo. Mas nunca esta palavra "tudo" teve um significado tão verdadeiro. Nem eu o imaginava desta forma, quando o escrevia, fazia-o em sentido teórico, não imaginando que pudesse ser tão real.

Não quero deixar de falar dos aspetos da regulação, como é que foi possível isto acontecer depois de tudo o que já aconteceu recentemente, sobretudo nos casos BPN e BPP?! Somos incapazes de aprender com os erros? Somos incompetentes? Por falar em incompetência, como é que o governador do banco de Portugal continua no cargo depois de, há cerca de três semanas, ter dado garantias de que o BES estava "sólido", de que havia uma almofada financeira de 2,1 mil milhões de euros que era mais do que suficiente para acomodar todos os eventuais prejuízos que houvesse, e que até havia investidores privados interessados em recapitalizar o BES, se isso fosse necessário. Bom, eu vi este mesmo homem há umas horas atrás a dizer tudo ao contrário, que aconteceram fraudes que não são possíveis de detetar, que afinal o BES está muito pior do que pensavam e já não há privados interessados! Como é possível que este homem ainda se mantenha no cargo? como é que este homem pode continuar a ser o responsável por transmitir confiança a toda a gente, como tentou fazer no final do mesmo discurso de há poucas horas, onde disse que era incapaz de garantir o que quer que seja?! Resta-nos a esperança de que seja capaz de colocar atrás das grades, aqueles que diz que praticaram as fraudes, aqueles que o enganaram, que o traíram, que praticaram os atos que não são possíveis de detetar. Temos essa esperança, mas sobretudo, temos de ser capazes de o exigir, seja como for, custe o que custar!

Queria deixar uma palavra de conforto aos acionistas do BES, já agora aos obrigacionistas também, embora eu ache que no caso destes ainda há alguma esperança de recuperarem parte do investimento. Não devem ser fáceis estes momentos, mas de uma coisa tenho a certeza, um dia, alguns deles, ainda vão pensar que pode ter sido a melhor coisa que lhes aconteceu, tais os ensinamentos que lhes proporcionou.

Na boa das verdades, em termos de volume de perdas, este caso BES é até menos grave do que outros que já vivemos no passado recente. O BCP chegou a valer 17 mil milhões de euros em 2007, cinco anos depois, em 2012 chegou a valer cerca de 500 milhões de euros, uma desvalorização de mais de 15 mil milhões de euros para os acionistas. O BES desvalorizou apenas cerca de 1/3 disto. E podia dar aqui outros exemplos similares, mas este é paradigmático. Qual é então agora a grande diferença no caso do BES. Quanto a mim existem duas grande diferenças: 1- A duração da correção em tempo mínimo record. O BES fez um AC há cerca de dois meses, aparentemente ficou muito bem capitalizado, valia cerca de 5 mil milhões de euros, e em pouquíssimo tempo faliu; 2- O facto de ter significado uma perda total, levando inclusivé ao fim das negociações do título em bolsa. No caso do BCP terá havido certamente muitos acionistas que perderam mais do que agora no BES, mas foram perdendo ao longo dos anos, e a maior parte deles ainda tem a esperança de um dia recuperar o que perdeu, alguns deles eventualemente conseguirão, se aumentaram  significativamente as suas posições quando o BCP bateu no fundo e se o banco continuar a recuperar. Comparando estes casos sinceramente até acho que é preferível o que aconteceu agora com o BES do que aquilo que aconteceu com o BCP. O choque agora é muito maior mas penso que, na maioria dos casos, será preferível à "morte lenta" que significou os 5 anos de queda do BCP, com todos os efeitos nefastos que isso provoca no investidor que mantém a esperança de um dia recuperar. No caso BES o choque deve ser brutal, dependo da exposição e capacidade de encaixe de cada um, mas, para muitos, isso significará o precipitar de um novo ciclo que, para além de adiado,  ficaria mesmo comprometido se as coisas se arrastassem por anos como aconteceu no BCP. Conheço pessoas que ainda hoje têm ações do BCP mas nunca mais quiseram saber de bolsa, apenas me dizem, "sim ainda as tenho lá, nem sei quantas, nem quanto valem"!

Muito se falou já de que deveriam ser transmitidos nas escolas alguns ensinamentos básicos sobre investimentos. Há dois ensinamentos muito básicos que, se seguidos, certamente não seria dramático para ninguém aquilo que está a acontecer, seria difícil mas não dramático:

1- Colocar em aplicações de risco apenas o capital que, se o perdermos na totalidade, não precisaremos dele para nenhuma das despesas fundamentais;
2- Colocar no máximo 1/3 deste capital numa mesma aplicação;

No fundo todos sabemos disto, mas quando as coisas estão a correr bem acabamos por descurar princípios básicos. E isso é muito perigoso, este caso do BES mostrou-nos isso com nitidez.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Psi20 - A caminho dos 5700 pontos?

O índice português tem tido um comportamente que se pode considerar de leitura técnica relativamente fácil de decifrar. Não estou propriamente a dizer que os seus movimentos podiam ser facilmente previstos, mas antes, que uma parte significativa dos movimentos reagiram nos suportes e resistências existentes. De certa forma pode-se dizer que o comportamento técnico do Psi20 tem roçado a perfeição!




O índice inverteu no curto prazo quando quebrou a zona dos 6080 pontos. Nessa sessão muitos títulos da praça portuguesa quebraram também suportes importantes de curto prazo. Neste momento parece-me que uma vinda à zona dos 5700 pontos contribuiria para que, o seu comportamento técnico, continuasse dentro daquilo que do "espectável". No entanto há outras possibilidades que também se podem considerar com probabilidades técnicas altas de se verificarem. O que quer dizer que tentar adivinhar o que o índice vai fazer não é o mais importante daquilo que podemos retirar de uma análise técnica. 

Então o que é que é importante? Na minha opinião é importante constatar que no curto prazo o ìndice passou a estar com tendência de queda, o que me faz ter muito mais cuidado em investir nos títulos da praça nacional. È também importante verificar a reação à zona dos 5700 pontos, caso os venha a atingir. É ainda importante esperar pela quebra de um topo de curto prazo. 

Posso ter de esperar bastante para voltar a ter uma situação técnica favorável no Psi20, posso também ver-me forçado a entrar em alguns títulos a preços superiores aos que vendi. Mas isso é algo que não me incomoda minimamente porque me garante que não apanho títulos com tendência de queda. Quero estar no mercado em movimentos ascendentes e não em descendentes. Por exemplo, na primeira quinzena de janeiro estive para entrar em MotaEngil na zona dos 1.93€. Nas duas primeiras sessões desta semana podia ter entrado a valores inferiores, mas agora já não faz sentido entrar, nem a valores mais baixos, em janeiro fazia sentido entrar, mesmo que a valores superiores!

Parece-me importante considerar outros mercados, mesmo na europa há índices e títulos com situações técnicas bem mais interessantes do que os nacionais.

Não tenho qualquer posição neste momento!


sábado, 17 de novembro de 2012

Psi20 - Atingido por uma pedra da calçada...

O índice português parece ter sido atingido por uma pedra da calçada, uma das muitas que foram arremessadas aos polícias, em frente à Assembleia da República. E o resultado foi para já uma quebra de um suporte importante de curto prazo, os 5200 pontos. O mercado português parecia já ter enfraquecido nas últimas sessões, ainda assim até se tinha aguentado relativamente bem, tendo em conta as quedas que alguns índices da Europa apresentavam, mas nas duas últimas sessões da semana, sobretudo na sexta-feira, acabou por cair com alguma violência, não evitando a quebra do referido suporte.


Agora o índice tem ainda os 4900/5000 pontos como um suporte importante, na minha opinião, bastante importante até. Convém não esquecer que temos de esperar tudo dos mercados, logo até pode acontecer que os mercados nos surpreendam e tenham já atingido o seu fundo. De qualquer forma não é isso que nos deve orientar, é importante perceber que o meu objetivo não é o de comprar mais barato, mas sim o de comprar para vender mais caro. Desta forma eu procuro sinais de força nos mercados, ou em títulos, não me interessa se compro mais caro ou mais barato, interessa-me comprar quando um título está a subir.

Caso o índice venha a atingir os 4900 pontos, espero que possa reagir e manter-se acima deste nível. Depois temos os 4700 pontos e os 4400 pontos, mínimos relativos de mais de 15 anos! Quando digo que espero que possa reagir, não é porque acredite que isso deverá acontecer, mas antes porque mais quedas no mercado significam piores condições económicas no futuro próximo do país, que já estão na situação em que todos infelizmente conhecemos.

Já vinha reduzindo algumas posições, ontem fiquei 100% líquido ao fechar a posição que tinha na PT e uma mais pequena que tinha na EDP. Em ambos os casos fechei as posições antes de atingidos os stops que tinha definido, ainda assim os dois são relativamente diferentes. No caso da PT já tinha decidido alterar o stop dos 3.60 para os 3.68, uma vez que o título corrigiu várias vezes até aos 3.70, reforçando a importância desse nível, e dando claras indicações de que, caso esse suporte fosse quebrado o título ficaria em situação muito delicada. No caso da EDP fechei apenas por causa da fragilidade do mercado, ainda assim penso que poderá fazer algum sentido manter a posição e esperar por uma eventual recuperação, nem que seja apenas até aos 2,00/2,05€.

Bons negócios

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Psi - De novo a caminho dos 5700 pontos, será desta?

O PSI20 fechou ao valor mais alto desde abril, há seis meses! Há cerca de um mês parecia imparável a caminho da barreira dos 5700 pontos, mas corrigiu, estamos agora numa segunda tentativa (ou terceira porque pelo meio houve outro movimento que atingiu valores próximos dos atuais), será que o índice terá força? Aceitam-se apostas! Na realidade o índice fechou em máximos desde abril, mas o valor de fecho é muito similar aos registados há cerca de um mês, para todos os efeitos estamos de novo em cima resistência de curto prazo.



Esta aproximação está a ser mais pausada que as anteriores, o índice tem subido lenta e timidamente nas últimas sessões, parecendo precisar de algo mais para subir até aos 5700, e ainda mais força para conseguir superar essa barreira! 

Como sabem, não gosto de olhar para mais nada, além dos gráficos, parece mentira que estamos a viver momentos tão difíceis e os mercados estão em máximos de 6 meses!? Custa a manter posições longas quando todos os dias se fala numa possível queda do governo (ainda há pouco, Paulo Baldaia dizia, na Sic Notícias, que já não é uma questão de saber se cai, mas apenas de quando cai), quando ninguém acredita que a economia portuguesa caia apenas 1% em 2013, como estima o governo português, ou quando os níveis do desemprego estão em níveis nunca vistos e em subida constante. Na realidade não estamos ainda em claro Bull Market, longe disso, mas estamos a subir, a subir com alguma consistência, pelo que não vejo, para já, razões para não manter posições longas... os stops estão lá, para o caso de as coisas começarem a correr mal.

Bons negócios para todos!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

BCP

Já há algum tempo que ando bastante positivo no BCP mas hoje foi dado um sinal técnico que, na minha opinião, mostra em definitivo a força do título. O BCP negociou em lateralização nos últimos 6 meses, desde  abril, e fez uma figura triangular no último mês e meio, basicamente o periodo em que decorreu o aumento de capital. Esta figura foi hoje quebrada em alta e, embora o volume não tenha sido muito alto, penso que se deverá descontar o facto de as sessões anteriores não poderem servir de exemplo, uma vez que foram as primeiras em que negociaram as novas ações, provenientes do aumento de capital.



Não sendo uma das situações técnicas que prefiro, penso que o BCP tem um potencial que justifica o risco. E quando falo de risco nem estou a falar da percentagem de perda que estou disposto a assumir, mas antes do facto de não ter, como noutras situações, um ponto lógico para a colocação do stop. Usei uma linha de suporte de curto prazo que não me parece muito importante, e coloquei o stop um pouco abaixo desse valor, mas admito que é um "bocado a olho"! :)


Assim os parâmetros de "trading" que sugiro são os seguintes:

Entrada: Entre os 0,075€ e os 0,077€
Stop: 0,073€
Objetivo de curto prazo: 0,086€ 
Rácio risco/potencial: 1/3


Nota: Tenho posição longa no BCP.


Atualização 30.10.2012

Variação: - 7,04 %

Depois de uma subida significativa o BCP corrigiu fortemente, quebrando em baixa a antiga resistência, na zona dos 0.075, e ainda mais abaixo quebrou também o stop por mim definido nos 0.073, facto que me levou a fechar a posição longa no BCP.


O acionar do stop significa que agora o título irá continuar a cair? Não, longe disso, não me surpreenderá nada se vier a subir, assim como não me surpreenderá que continue a cair. O stop é apenas uma garantia, um seguro, de que nunca perderei muito num trade. Como já disse a colocação do stop está no nível onde, na minha opinião, o raciocínio que me levou a entrar deixa de fazer sentido. Perdendo pouco em alguns negócios, criam-se condições para se ganhar consistentemente, assumindo que se ganha bem mais nos casos onde o nosso raciocínio está correto e o stop não é acionado, como aconteceu no caso do BES, por exemplo. Obviamente que ficamos sempre com alguma sensação de que poderemos ter falhado quando o título inverte e, uns dias depois, constatamos que poderíamos ter vendido melhor. Pior ainda, quando verificamos que aquilo em que apostámos inicialmente, acaba por se verificar depois e que o movimento de correção foi apenas um pouco mais esticado do que assumimos como suportável. 

Podemos, e devemos, refletir sobre a colocação do stop, ou sobre a forma como fizemos o chamado "money management" do trade, no fundo sobre todas as componentes do negócio. Mas, posso-vos garantir que raramente tenho chegado à conclusão de que poderia ter feito as coisas de forma diferente quando acciono o stop, talvez porque ele é o elemento, do plano de trading, mais cuidadosamente pensado. Neste caso penso que poderia ter vendido uma parte maior (vendi cerca de 1/5 da posição) no dia a seguir aquela vela da sessão de 19 de outubro, e deveria ter esperado pelo teste dos 0.075 para refazer a posição inicial (refiz aos 0.078)! Mas são erros de pormenor, o essencial do plano foi cumprido, é ele que  consistentemente me traz retornos!

A grande maioria dos erros, que considero bem mais importantes, têm mais a ver, não com o accionar de stops, mas com vendas, parciais ou totais, muito antes do objetivo ser atingido.

Bons negócios!




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

EDP

A EDP Encontra-se numa situação similar à PT, sugerida ontem. Depois de uma correção violenta desde 2008, recuperou e fez uma figura típica de inversão de tendência, fundos superiores e um topo superior de médio prazo, quando quebrou a zona dos 2.00/2.05€. Seguiu-se um movimento rápido de subida até aos 2.30€ e depois uma correção com uma ligeira queda de volume.


Assim, na minha opinião a EDP está a cair numa zona de suporte importante, a antiga resistência. Parece-me uma oportunidade única de entrada, tanto no curto prazo como, sobretudo, no médio e longo prazo. Esta situação técnica permite-nos definir uma estratégia com risco reduzido, sendo que o potencial, mesmo de curto prazo, é bastante superior!


Assim os parâmetros de "trading" que sugiro são os seguintes:

Entrada: Entre os 1.95€ e os 2.05€
Stop: 1.91€
Objetivo de curto prazo: 2.30/50€ 
Rácio risco/potencial: 1/4


Nota: Não tenho posição na EDP!


Atualização 21.10.2012

Variação: Não aplicável


A Edp não caiu até à zona de entrada que defini, inverteu a valores ligeiramente acima do limite superior dessa zona! Nestes casos podemos ficar com a sensação de que poderíamos ter entrado um pouco mais abaixo, mas na realidade não me parece que devamos alterar as estratégias definidas, ou pelo menos alterá-las significativamente correndo riscos mais elevados. E, neste caso particular, parece-me que o stop não tem outra posição lógica, pelo que não deverá ser alterado, ou seja, entrar a preços superiores significa correr mais riscos. Um alteração aceitável passa, por exemplo, por uma composição diferente das entradas, dividindo-as de uma forma que permita entrar, com uma pequena posição, um pouco mais acima. Nesse caso consideraria os 2.09/10 como primeira entrada (pena linha azul a traço interrompido). 



Convém ainda ter em conta que estas estratégias referem-se à minha visão do título, à minha forma de investir. Haverá certamente situações diferenciadas que devem implicar estratégias diferenciadas. Uma das componentes que pode levar a algumas alterações é o prazo de investimento. Quem investe a longo prazo deverá ter muito cuidado com os fundamentais da empresa, e a zona de entrada poderá ser mais alargada! Concluindo, o importante é cada um adaptar todos os parâmetros da estratégia à sua forma de investir!

Na minha opinião, na minha forma de investir, continua a fazer sentido manter os parâmetros iniciais definidos, caso a EDP atinja a zona de entrada considerarei entrar, caso contrário ficarei certamente fora. Convém não esquecer que a EDP não é o único título que podemos negociar! :)


Bons negócios!


Atualização 4.03.2013

Variação: +10,00%




O título atingiu a zona alvo inicial podendo originar uma saída para posições de curto prazo. A saída é ainda justificada pela quebra dos fundos de curto prazo na zona dos 2.30, interpretando os movimentos acima deste nível como falsas quebras do mesmo, que poderão ser confirmadas por um atual reteste do mesmo (a verificar). Ainda assim para posições de médio/longo prazo talvez seja mais aconselhável esperar pela eventual quebra dos 2.22/23, assinalado no gráfico!

Não tenho posições no mercado.

domingo, 14 de outubro de 2012

Portugal Telecom

Depois de um período alargado de quedas fortes, a Portugal Telecom fez uma figura técnica de inversão, quando, no final de agosto, quebrou em alta o topo de médio prazo, na zona dos 3.70€. Depois dessa quebra, a PT iniciou um movimento de curto prazo que a levou até aos 4.10€, iniciando ai um movimento de correção que se tem prolongado já por algumas sessões. No movimento de quebra faltou apenas algum volume, o que pode ser explicado por se ter dado no mês de agosto, mês onde tradicionalmente os volumes são mais baixos!



Á partida, este movimento de correção deverá ser considerado como um teste da resistência anterior, confirmando-a agora como suporte, surgindo aqui uma boa oportunidade de entrada. A zona de entrada sugerida é relativamente alargada, por um lado entradas na parte superior do intervalo poderão significar um risco relativamente elevado (neste caso cerca de 6%), por outro nada nos garante que o título venha de novo à parte inferior do intervalo nos 3.65/70 (não está desenhada na imagem do gráfico). Convém esclarecer que aqui dependerá muito da forma de investir de cada um, podendo até justificar-se entradas a níveis superiores aos sugeridos. No meu caso, como já referi, costumo distribuir ordens de compra pelo intervalo, se a cotação vier à parte inferior terei um preço a rondar o preço médio da "zona de entrada", se apenas cair até à parte superior da zona de entrada ficarei com uma posição mais pequena do que a que inicialmente previa, ficarei com liquidez para aplicar noutros investimentos!


Assim os parâmetros de "trading" que sugiro são os seguintes:

Entrada: Entre os 3.65€ e os 3.80€
Stop: 3.55/60€
Objetivo de curto prazo: Entre 4.30/40€ 
Rácio risco/potencial: 1/5

Nota: No presente momento, tenho uma posição relativamente pequena na Portugal Telecom.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Calendário de resultados

Deixo aqui o calendário de apresentação de resultados do terceiro trimestre, das empresas do Psi20... com as previsões dos mesmos para alguns casos.




domingo, 30 de setembro de 2012

Psi20 - Correção técnica ou algo mais?


Na semana passada estava convicto de que o mercado caminhava para atacar a importante resistência dos 5700 pontos. Mas o mercado não conseguiu subir acima do topo anterior e iniciou um movimento de correção. Referia que uma quebra da zona dos 5260 pontos seria um primeiro sinal de alguma preocupação, isso acabou por acontecer a meio da semana com um "gap down" com alguma violência. Quebrou também uma linha de suporte que vinha já desde finais de Julho, desde os mínimos quase históricos (teremos de recuar à década de 90 para vermos valores desta ordem)!



Há que ter alguma cautela nestas circunstâncias, na minha opinião o mercado mantêm-se com sinais positivos de médio prazo enquanto se mantiver acima dos 4950 pontos, mas não nos podemos esquecer que não está muito acima dos mínimos de muitos anos e está longe de estar numa fase bull. No curto prazo existem alguns suportes (5170 e 5100) mas que considero, pelo menos para já, pouco importantes.  Podem vir a tornar-se bem mais relevantes se o índice inverter nessa zona. 

Eu reduzi significativamente as minhas posições no mercado, mas há situações técnicas muito diferentes nos títulos da praça portuguesa. Na minha opinião deverão ser mantidas as estratégias definidas em cada caso, dependendo dos títulos em causa. 

Boa semana, bons negócios!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

BES

Nos próximos tempos irei publicar alguns exemplo/sugestões de possíveis negociações. Algumas poderão ser reais outras não, sendo que o indicarei sempre nos artigos. A minha intenção é colocar  pelo menos uma sugestão por semana, embora isso dependa da minha disponibilidade e condições de mercado. Dado que acompanho bem mais de perto o mercado português, a grande maioria dos títulos sugeridos pertencerão certamente ao Psi20. A intenção é debater e acompanhar a evolução destas sugestões.

Hoje deixo aqui uma nova sugestão de trading,  no BES! 
Tendo em conta o que escrevi sobre a Sonaecom,  a situação técnica do BES não é muito diferente, embora haja um período de consolidação mais curto e fique a dúvida sobre a eventual falha na quebra da zona dos 0,64€. Ainda assim nota-se uma redução do volume nas quedas (o ideal seria que fosse mais notório mas existe) que, na minha opinião reforçam a possibilidade da correção ser interpretada como uma oportunidade de entrada!


Assim os parâmetros de negociação que proponho são idênticos aos que referi na Sonaecom, com a zona de entrada a situar-se no teste da antiga resistência, que será agora confirmada como suporte, com o stop a ser colocado um pouco abaixo do nível onde me parece que deixa de fazer sentido este raciocínio.


Entrada: Entre os 0,56€ e os 0,585€
Stop: 0,54€
Objetivo: Entre 0,66€ e 0,71€
Rácio risco/potencial: 1/2,5

Refira-se que o objetivo que indico será o mínimo, nessa zona deverá ser verificado o comportamento do título!

Nota: No presente momento, não tenho posição no BES.


Atualização 4.10.2012

Variação: + 7,7%

O Bes confirmou a a reacção na zona de suporte, invertendo a tendência de curtíssimo prazo. Hoje esteve já próximo do "target" de curto prazo.



Na zona dos 0,66 há uma resistência de curto prazo. vender aqui (caso atinja esse nível) poderá ser uma opção para os mais dinâmicos, para quem investe a médio/longo prazo deve deixar de olhar para as cotações e manter o stop ativado!


Atualização 17.10.2012

Variação: + 24,95%

O Bes não tem perdido tempo, depois de testar os máximos relativos anteriores, na zona dos 0.70€, corrigiu até aos 0.64€ e atacou de imediato a resistência. Não só a atacou como a quebrou com volume significativamente acima da média! Melhor não é impossívell... mas é difícil!




Para quem, como eu, não saiu, parece-me que deverá subir os stops, e deixar correr os lucros. Hoje também seria um bom dia para entrar, quem o fez na casa dos 0.71 deverá colocar um stop na zona dos 0.64€ a 0.66€, dependendo do risco que estão dispostos a correr. Entrar agora significa correr riscos maiores, se considerarmos o mesmo nível para os stops. Em bull market "assumido" eu consideraria uma entrada com um stop "a olho", 3/4% abaixo do nível de entrada. Neste caso, embora o potencial seja grande, não estou disposto a assumir esse tipo de riscos, esperando por um possível teste dos 0.70€ ou olharei para outros títulos!

Parabéns aos que estão a conseguir bons lucros no BES!!


Atualização 6.11.2012

Variação: + 32,13%

Para quem investe a longo prazo parece-me que se deverá manter o plano anterior, mantendo o stop na zona dos 0.66€. Para quem investe de uma forma mais ativa/agressiva penso que poderá colocar um stop na zona dos 0.74/0.745€. Uma eventual quebra deste range lateral poderá levar o Bes a testar a zona de resistência anterior, nos 0.70€.



Por outro lado uma quebra em alta da zona dos 0.78/0.80€ será um novo sinal de entrada, para quem está fora, ou reforço para quem já tem posição. Da mesma forma que será uma boa oportunidade de entrada o teste da resistência anterior, na zona dos 0.70.

Bons negócios, parabéns para quem tem aproveitado este excelente movimento do Bes!




Atualização 4.03.2013

Variação: + 49,7%



Há alguns dias que já não vejo razões para ter posições no BES. A falta de força para quebrar o topo definido na zona dos 1.15€ conjugada com a quebra do fundo de curto prazo na zona dos 1.05 foi um primeiro sinal que deveria fechar posições aos mais agressivos que estavam no título a curto prazo. A quebra de novo fundo na zona dos 0.98€ foi o sinal de que definitivamente não se deveria estar no título (foi aqui que vendi a minha posição). Olhando para a forma como invisto, neste momento já não faz sentido ter títulos do BES, mesmo que venha a entrar um dia a preços superiores aos da minha saída. Há muitos outros títulos, temos de conseguir resistir à tentação de olhar para os títulos que vendemos como se uma queda fosse uma boa oportunidade para entrar "mais barato". O que interessa é entrar em títulos que sobem, em situações técnicas favoráveis, na minha opinião, o BES deixou definitivamente de o ser!

No caso do BES apenas voltarei a ponderar entrar quando fizer um "topo superior" de curto prazo, até lá fica apenas como um "amigo porreiro" do passado recente... sendo que esse passado se tornará cada vez menos recente! :)

Bons negócios

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sonaecom

Nos próximos tempos irei publicar alguns exemplo/sugestões de possíveis negociações. Algumas poderão ser reais outras não, sendo que o indicarei sempre nos artigos. A minha intenção é colocar  pelo menos uma sugestão por semana, embora isso dependa da minha disponibilidade e condições de mercado. Dado que acompanho bem mais de perto o mercado português, a grande maioria dos títulos sugeridos pertencerão certamente ao Psi20. A intenção é debater e acompanhar a evolução destas sugestões.

A escolha de hoje recai num título para o qual não costumo olhar com muita atenção, talvez por não ser um título muito líquido. Depois de um período de quedas acentuadas, a Sonaecom tem estado a negociar, há mais de um ano, numa tendência lateral entre os 1.05€ e os 1.34€. Na sessão de sexta-feira, acompanhada de um volume bem acima da média, quebrou em alta esta tendência lateral, dando a ideia de que se trata de um típico movimento de inversão de tendência. Na sessão de hoje, provavelmente influenciada também pela correção do mercado, a Sonaecom corrigiu aproximando-se da resistência quebrada, num movimento que pode ser interpretado como um teste da anterior resistência confirmando-a agora como suporte.


Pegando nos dados da análise anterior, teremos agora de definir os nossos parâmetros da negociação. Os que sugiro podem ter algumas variações de pormenor de acordo com as experiências e formas de negociar de cada um, e também dos montantes de negociação. Para montantes mais elevados poderão considerar-se várias entradas distribuídas por uma "zona de entrada", enquanto que para posições mais pequenas isso será menos aconselhado dado que o peso das comissões seria significativo.


Assim os parâmetros de "trading" que sugiro são os seguintes:

Entrada: Entre os 1.32€ e os 1.35€
Stop: 1.29€
Objetivo: Entre 1.55€ e 1.60€
Rácio risco/potencial: 1/4

Nota: No presente momento, não tenho posição na Sonaecom.


Atualização 21.10.2012

Variação: + 8,54%

A Sonaecom entrou, na última sessão, de uma forma mais clara na "zona de entrada", fazendo prever que poderá ser construída a posição que inicialmente se considerava. Não cheguei a ter nenhuma posição no título, como disse prefiro títulos mais líquidos. Mas se tivesse, provavelmente já teria desistido da mesma, em virtude da falta de continuação do movimento de rutura da resistência.


A estratégia inicial continua a fazer algum sentido, ainda assim parece-me que os riscos de falhar aumentaram. No processo alargado de lateralização acima da resistência, o título fez alguns fundos de curto prazo, que agora parece estar a quebrar em baixa.

Bons negócios

Atualização 6.11.2012

Variação: + 24,95%

O título está em máximos relativos, parecendo encaminhar-se para o primeiro objetivo apontado na estratégia definida os 1.55€


Parabéns a quem aproveitou, infelizmente não foi o meu caso. :(



Atualização 4.03.2013

Variação: + 13,1%




Não há grandes alterações neste título, sendo apenas o único dado digno de registo o facto de, desde a última análise, termos tido uma oportunidade de saída de curto prazo naquela vela negra monstruosa  Enfim, são situações pouco frequentes que deverão no geral não deverão causar impacto significativo na rentabilidade da carteira, quer consigamos ou não aproveitar a situação originada pelo anúncio da fusão com a ZON... é curioso que a segunda já está acima da vela idêntica que "desenhou", enquanto que a Sonaecom não voltou sequer a aproximar-se do topo atingido nessa sessão!


sábado, 22 de setembro de 2012

Psi20 - A caminho dos 5700 pontos...

Confirmaram-se os sinais positivos do mercado português, identificados na mensagem anterior. O índice português tem valorizado consistentemente e parece estar a caminho dos 5700 pontos, resistência que muitos consideram ser a fronteira entre o Bull e o Bear market...


Na minha opinião o mercado estará a antecipar uma melhoria do clima económico no segundo trimestre de 2013, algo que até bate certo com as previsões do governo, será que é desta que eles acertam uma? Os mercados parece que estão a dizer que sim.

Ainda assim há é preciso ter em conta que nos mercados há sempre riscos, temos de manter sempre os níveis de disciplina, colocar os stops e deixar correr os lucros. No curto prazo só uma quebra de um "fundo" me fará mudar de opinião, neste momento a quebra dos 5260 pontos seria uma primeiro sinal de preocupação. No médio prazo, apenas ficarei preocupado com a quebra da zona dos 4750 pontos.

Bons negócios

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Psi20 - O Touro está de volta?

Mais de dois anos depois volto a escrever no Blogue, palpita-me que vou ter bastante tempo para o fazer nos próximos meses!
Vou tentar escrever textos mais telegráficos, com indicações simples, sem muita conversa...

Nas últimas sessões o Psi20 deu indicações de poder estar a inverter do longo periodos de quedas violentas que teve nos últimos anos. Para já quebrou o topo anterior, encaminhando-se para a zona dos 5100/5250. Se conseguir quebrar esta zona de resistência confirma, com relativa segurança, o início de um novo Bull market...




Se investisse em produtos que replicam índices, provavemente teria entrado no Psi na quebra dos 4950 pontos, colocando um stop na zona dos 4750/4800! Como não invisto neste tipo de produtos, tenho olhado sobretudo para os gráficos dos títulos cotados, esquecendo os menos líquidos, por razões óbvias, prefiro deixá-los de fora! Muitas ações da praça portuguesa mostram também já sinais interessantes de inversão. Entrei na Sonae (na casa dos 46 cêntimos) e na PT (perto dos 3.80 com reforço ontem a 3.875). Tentei a Altri mas as ordens que deixei no sistema nunca se realizaram.

Já agora, na banca, claramente o BPI é o que me parece mais forte neste momento, sendo que, ainda mais claramente, o BCP é o que está com menos força, certamente por causa do Aumento de Capital que está para breve...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Psi20 - Bull ou Bear?

A pergunta do título de hoje é aquela que muitos têm feito ultimamente, o movimento que tivemos desce Março de 2009 foi o início de um novo Bull Market, ou apenas um Bear Market rally?! A resposta a esta pergunta é impossível de dar neste momento, para todos os efeitos pode ser as duas coisas. Este artigo pretende ser um contributo para tentar esclarecer o que está em jogo neste momento, até que ponto podemos levar a nossa análise, o que podemos afirmar com segurança e o que não podemos?

O gráfico abaixo mostra a evolução do índice Psi20 desde 2000. É interessante verificar que existem muitas semelhanças entre os movimentos registados no início do Bull Market anterior e o que se registou desde Março do ano passado. O fundo foi feito de forma semelhante e a recuperação que se seguiu é milimetricamente idêntica (cerca de 56%)! Embora esta recuperação tenha sido feita em menos tempo, isso poderá ser explicado por se seguir a um Bear Market também mais rápido, a uma ideia que tem sido defendida por alguns (eu incluído) que os ciclos dos mercados terão tendência a ser mais rápidos devido a maior velocidade de circulação da informação e todo o tipo de procedimentos.


Depois desse período de recuperação os mercados entraram numa fase de lateralização em que parecem ter também entrado agora (na análise anterior eu já me tinha referido a essa hipótese). Esta fase foi bastante longa, durou quase dois anos, do início de 2004 a finais de 2005. É engraçado que quando se fala do Bull Market de 2003 a 2007 poucos têm noção de que tivémos dois anos no meio deste (quase metade da sua duração) em que os mercados não subiram, lateralizaram!

Se os mercados continuarem a seguir o "esquema" anterior poderemos ainda cair mais um pouco mas continuaremos sobretudo a lateralizar.
Assim, esta análise inclina-se para a hipótese de estarmos em Bull Market, numa fase de correcção/lateralização do mesmo. Não havendo nunca certezas nos mercados, com os dados que dispomos neste momento, penso que objectivamente é esta a hipótese que devemos colocar como a mais provável.

Ainda assim existem alguns contras, sobretudo no mercado português. Já o tinha referido na análise anterior, desde os máximos de Outubro que o índice português tem tido um comportamento aquém dos principais índices mundiais. Esta situação poderá ser pontual, não seria a primeira vez que isso aconteceria, também existem períodos em que acontece o contrário. Poderá isto significar desta vez mais do que isso? Será que podemos estar à beira de uma situação idêntica à da Grécia?! Sinceramente eu pouco ligo a tudo o que não sejam os gráficos, mas eles mostram uma correcção muito forte nas últimas semanas, depois de falharem novos máximos. Não tivémos nenhuma correcção assim no período de lateralização de que falei lá atrás (em 2004/2005) e a situação técnica do Psi20 é claramente mais débil do que muitos dos índices internacionais, por exemplo o S&P500!!


Assim, neste momento estou totalmente líquido e prefiro esperar por uma situação mais favorável para poder entrar no mercado, mesmo sabendo que posso perder um movimento de inversão que, quando acontecer, deverá ser forte! Para os que gostam de arriscar será por aqui que o mercado deverá reagir, embora me pareça que, tal como aconteceu em 2004, o mercado deva agora fazer mínimos relativos inferiores aos que fez o mês passado, um pouco acima dos 8000 pontos!

Por hoje fico-me por aqui, como já disse, estou 100% líquido, nas últimas duas semanas tive posições longas em BPI e Impresa, fechei ambas com ganhos embora muito abaixo dos máximos a que estiveram.

Abraços e boa semana para todos

domingo, 3 de janeiro de 2010

Psi20 - Lateralização

Boas a todos, ultimamente tenho estado muito ocupado profissionalmente e tem-me sido difícil manter a regularidade das análises ao índice português! Prometo que no futuro colocarei pelo menos o gráfico com mais regularidade, mesmo que escreva pouco ou nada sobre os mercados...


Desde a última análise que fiz ao mercado este tem-se mantido numa zona lateral. A correcção inicial foi mais forte do que esperava mas desde aí o mercado não confirmou novos mínimos, embora tenha os tenha feito na zona assinalada, recuperou rapidamente evitando que eu alterasse o modo para "Azul".

Assim sendo mantêm-se mais ou menos tudo na mesma, embora a situação seja agora mais lateral que Bull, pelo menos no curto prazo. Este gráfico não mostra mas poderemos estar num situação idêntica à registada entre Maio e finais de Agosto, em que o mercado Português lateralizou até arrancar para novos máximos. Esta hipótese será inviabilizada se em vez de aparecerem novos máximos tivermos mínimos relativos.

Não deixa de ser digno de registo que, nos últimos meses, os mercados americanos tenham estado em máximos ou perto deles, enquanto o mercado português depois de uma correcção mais forte se manteve relativamente longe dos máximos de Outubro.

Já há cerca de 2 meses que não tinha qualquer posição no mercado, na última sessão de 2009 entrei no BPI ao preço de fecho, 2.12€...

Bom ano de 2010 para todos

domingo, 25 de outubro de 2009

Psi20 - Correcção

O índice português acabou por corrigir na zona onde seria "lógico" corrigir, os 8900 pontos. Já o tinha referido na análise anterior e isso confirmou-se. Na última semana entrámos num movimento de correção que muito me surpreenderá se vier abaixo dos 8500 pontos, pelo menos no curto prazo, sem fazer um novo movimento de subida, mesmo que ligeiro!


Até prova em contrário a tendência mantêm-se de alta em todos os prazos, excepto no curtíssimo prazo. Não deixa de ser significativo que este movimento de queda esteja a ser feito com clara queda dos volumes negociados, o que dá mais força à hipótese de estarmos num movimento correctivo e não numa inversão de tendência, de qualquer forma para já é apenas um dado que poderá ser ou não confirmado nas próximas semanas...

Desta forma, embora tenha reduzido a minha exposição no mercado, mantenho-me atento já que vejo este movimento como uma oportunidade para novas entradas. Isto não quer dizer que vou entrar em qualquer título ou em qualquer ponto, é importante seguir estratégias, e manter sempre a idéia que posso estar a ver mal as coisas, ou melhor, até posso estar a ver bem mas as coisas mudarem...

Neste momento tenho apenas uma posição na Teixeira Duarte...

Boa semana para todos